Quem sou eu

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Nascido em 15/06/1964, sou um dinossauro me aventurando em um mundo essencialmente de jovens.
No entanto, sou um homem moderno, light, portanto insosso e incapaz de sintetizar essa enorme massa de informação a que tenho acesso. 

Viajante do Google Street View.

Já perdi o que nunca tive.
Tenho saudades de um tempo em que nunca vivi.
Tenho saudades de lugares onde nunca estive.

Estou praticamente certo de que eu não sou daqui, ou estou deslocado no tempo ou no espaço, ou em ambos os dois.

Rádio Absolute 80´s

Separador

quinta-feira, novembro 13, 2014

Sonhos do AJ - Episódio 02.

Adventure on a dream.

Esta noite eu tive um sonho, de sonhador, maluco que sou, eu sonhei...

Eu tinha que ir para o trabalho, e ia em um caminhão, de carona.
E assim fiz, e um amigo foi junto.
O motorista do caminhão era um dos motorista da Prefeitura Municipal de Primavera do Leste.
Subimos no caminhão, e saímos do pátio(?), nesse momento havia um ônibus parado do lado direito da rua, o motorista parou emparelhado e começou a conversar com o motorista do ônibus que disse que iria levar uma turma de jovens para um treinamento, e que parte do treinamento consistia em trocar a roupa durante o trajeto.
Então é por isso que um dos dois jovens que já haviam embarcados estava trocando a roupa(1).
Seguimos viagem.
O motorista nos disse que teria que passar em algum lugar para pegar não sei o que, andamos um pouco e viramos à esquerda, entramos em uma estrada de terra. Mato dos dois lados da estrada.
Andamos mais um pouco e viramos à esquerda novamente, andamos cerca de 100 metros e paramos.
Descemos.
Seguimos caminhando, haviam placas com a figura do Che Guevara, falei algo ao meu amigo que me respondeu não sei o que. Certamente não foi a favor do Che, pois, enquanto falávamos uma mulher chegou perto e ao ouvir a fala do meu amigo retirou uma pistora da cintura, a encostou na cabeça do infeliz e disse algo que também não me lembro, mas não foi um agrado, creio eu.
Depois de ter dito o que queria, guardou a arma, guardou umas latas em uma prateleira e retornou.
Esse amigo retornou para a estrada, fui atras dele mas não o vi mais, retornei(por que?).
Fiquei por ali, de bobeira, esperando o motorista, então, apareceu sabe se lá de onde um menino de aproximadamente uns 3 anos e ficou brincando pelo chão com uns carrinhos que ali estavam.
No momento seguinte eu não estava mais na sala de espera, estava na rua, juntamente com o garotinho que brincava com os carrinhos.
O sol começou a raiar(?), então apareceram dois garotos, um de uns 10 anos e outro de uns 14 anos.
O menor pediu leite e pão para alguém que estava na cozinha.
Eu perguntei algo para eles e o menino que pediu leite e pão de repente empunhava uma pistola e a apontava, ora para mim, ora para o menino de 3 anos, e esbraveja.
Eu perguntei ao menino de 14 anos se eles iriam nos deixar ir embora, o que me respondeu: 
"Você não quer ir por esse caminho, ou quer?" 
E continuou:
"Quer dizer, nós estamos por toda parte".
Ferrou, pensei, acho que o motorista já era.
Mas, quando tudo parecia  perdido, eis que surgem soldados, foi um corre-corre.
Não fui confundido porque os bandidos vestiam uniformes com o simbolo do MST(?).
O pau comeu solto, da parte dos bandidos sobreviveram um rapaz e uma moça, e os soldados caíram na besteira de os fazerem prisioneiros, os guardando em um camburão.
Enquanto nós nos distraímos comemorando a ação bem sucedida o casal saiu do camburão e o cara pegou uma bazuca(2), só eu vi.
Os dois montaram em uma moto e saíram em disparada(4), eu me armei de dois tijolos de oito furos(3), pulei a janela e corri (ou andei) atrás do casal(5).
Desesperadamente se viram encurralados, pois agora, a rua pela qual entrei não tinha mais saída, a saída agora era pela direita, fizeram o retorno e entraram na rua (agora a esquerda), me embrenhei atrás dos meliantes, mas de repente, a rua ganhou um canal seco e eu estava na margem esquerda do canal (6) e o casal na margem direita.
Eu não conseguiria atingi-los dali com o tijolo, então vi que vinha em nossa direção um baita de um javali em disparada, torci para que este acertasse com seus dentões a perna do cabra que pilotava a moto.
Droga, errou.
Passou de raspão.
Mas, a vida é uma caixinha de surpresa, quem carregava a bazuca era a moça, e esta para evitar o dente do javali lentou as pernas o que provocou um desequilíbrio na moto, fazendo a ziguezaguear e moça largar a bazuca que vou pelos ares.
Sem pestanejar, eu, dotado do meu poder de voar(7), voei por sobre o canal e peguei a bazuca no ar, agora era eu quem fugia(8).
Mas a vida... 
Durante a fuga eu olhava para trás e não vi que voava direto para uma arvore onde ficaria preso aos galhos. Enquanto eu tentava me desvencilhar dos galhos, acordei.


(1) Mas, não era para ser durante o trajeto?
    Esses jovens...
    Sempre trapaceando.
(2) Essa bazuca parecia bazuca de desenho animado.
(3) Caramba!
    Com tantas armas e não havia nenhuma naquele momento.
(4) Por que carga d´água eles não usaram a bazuca?
(5) Uma motocicleta não é páreo para um pedestre, mesmo este estando com dois tijolos de oito furos, um e cada mão.
(6) Sempre esquerda?
    Não comentei mas ao sairmos do pátio com o caminhão, viramos à esquerda.
(7) Eu ainda não contei, mas volta e meia eu sonho que posso voar, logo contarei alguns desses sonhos.
(8) Why? Eu agora estava armado com dois tijolos e uma bazuca, não tinha porque fugir de um casal desarmado.

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